17 de outubro de 2011

Uniformes para os grandes ciclistas. Um exagero que os consumidores sustentam...

Já se perguntou como é feita a logística para fornecimento de uniformes de uma equipe Profissional européia? Um atleta conquista a Maillot Jaune em uma etapa no Tour de France, no outro dia, seu uniforme inteiro é amarelo, com todas as logos dos patrocinadores no lugar certo. Nesse segundo dia ele perde a Maillot Jaune, mas ganha a Maillot Vert. E novamente no dia seguinte o uniforme, como que num passe de mágica, aparece todo verde.

Isso aconteceu no Tour desse ano com Cadel Evans. Logo no começo da prova ele vestiu a Maillot Vert, depois a de bolinhas, para depois voltar a usar as cores da BMC e terminar a corrida de amarelo.

Pois bem, a Hincapie Sports é a patrocinadora de uniformes da equipe BMC, e na renovação do contrato divulgou um press release informando o novo acordo, bem como algumas curiosidades sobre o fornecimento.

Todos os atletas recebem um kit contendo 300 peças. Isso mesmo, 300 por ano. Sem contar as peças especiais, como as camisas de líder de cada prova. Eles recebem, por exemplo, 3 tipos de manguito e 6 tipos de luvas. Tem também corta-ventos, coletes, capas de chuva, pernito, bonés, etc. Nada mais justo considerando que os ciclistas enfrentam durante a temporada corridas realizadas em diversas condições de tempo, entre as as realizadas no final do inverno até o auge do verão. É comum enfrentar esse tipo de variação de temperatura durante etapas de algumas corridas, como as do Giro d’Italia, por exemplo.

Para as camisas especiais, como a de campeão mundial, líder de alguma corrida, existe um representante da Hincapie trabalhando junto com a equipe, na tentativa de prever qual atleta tem as maiores chances de vestir determinada camisa. Assim, os favoritos sempre tem uma camisa já pronta por precaução. Mas somente a camisa. Para o kit completo, assim que o resultado chega, eles enviam um pedido para a fábrica, na Colômbia, que produz o kit imediatamente e o envia overnight, chegando no dia seguinte. Mesmo quando eles são pegos de surpresa, como foi o caso com Martin Kohler, campeão suíço de contra-relógio, eles conseguem o kit em no máximo dois dias.

Outro ponto interessante é que alguns atletas apresentam tamanhos não convencionais e precisam de roupas especiais. Alessandro Ballan, por exemplo, tem os braços muito longos, e precisa de camisas, jaquetas e manguitos feitos sob medida. Os ciclistas também podem fazer pedidos individuais para os forros de seus breteles, compondo-os do jeito que quiserem.

Um conforto desses, com roupas (e algumas vezes bicicletas) feitas sob medida para quem passa mais de 5hrs por dia, e cerca de 6 vezes por semana em cima de uma bicicleta realmente facilita um pouco a vida. O sofrimento fica mesmo só na hora de descer a marreta nas corridas.

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Opinião da redação do blog


A conclusão incontestável: enquanto isso nós, consumidores brasileiros trouxas, se quisermos desfrutar do prazer de vestir um (apenas 1!) conjunto completo, temos que desembolsar pelo menos R$300,00, enquanto que os ciclistas usam seu uniforme novinho só uma vez e, talvez, descartam-o logo em seguida. Fico decepcionado com o luxo exagerado que eles possuem. Não se faz necessário, nem aqui nem no inferno, o uso de 300 uniformes por ano. Isso é um absurdo! De certo os ciclistas devem dormir de uniforme, casar de uniforme, tomar banho de uniforme, ******* de uniforme e assim por diante. Dessa forma, melhor mesmo é comprar as réplicas dos fabricantes nacionais, que têm preço acessível e muito boa qualidade.

Assista ao vídeo do Contra-Relógio Masculino no Pan 2011

Marlon Perez (COL) fez no menor tempo! E o Brasileiro Panizzo? Ficou em penúltimo, 13º...

16 de outubro de 2011

Resultados do Contra-Relógio no Pan 2011

por Emanuel Colombari, Direto de Guadalajara
A Colômbia reforçou neste domingo sua hegemonia nas provas de ciclismo dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Nas duas provas do dia, contra-relógio feminino e masculino, o país conquistou mais duas medalhas de ouro, com Maria Luisa Calle e Marlon Perez. Desta forma, somou três ouros em quatro provas de bicicletas.
A prova masculina contou com a participação do brasileiro Gregolry Panizo, que ficou com o 13º lugar ao completar as quatro voltas (40 km) no Circuito Pan-Americano de Ciclismo Contra-Relógio em 52'32". O ouro, com Marlon Perez, foi conquistado em 49'56", enquanto a prata foi para o argentino Matías Médici, que fez 50'00". Carlos Oyarzun, do Chile, completou o pódio: 50'27".
Em sua primeira volta, o brasileiro marcou o tempo de 12'57", afastado do então líder Gregori Brenes Ovando, da Costa Rica: 12'19". Mais tarde, o argentino Leandro Messineo marcou 12'16" e assumiu a ponta da competição.
Na segunda volta, Gregolry Panizo marcou 25'33" e foi alçado ao quinto lugar da competição. Na terceira volta, a marca chegou a 39'21". Na quarta, foi a 52'32", caindo para o então nono lugar dentre os 14 atletas inscritos na prova. Mais tarde, foi superado e caiu para o penúltimo posto da classificação oficial.
Após as quatro primeiras provas, o colombiano Marlon Perez estabeleceu a marca de 49'56", isolando-se na liderança e assegurando a medalha de ouro. Matías Médici, que foi prata também no Pan do Rio de Janeiro 2007, ficou com o segundo lugar.
Na versão feminina da prova, sem a participação de brasileiras, a medalha de ouro ficou com Maria Luisa Calle. A salvadorenha Evelyn García e a canadense Laura Brown completaram o pódio. No sábado, Hector Paez venceu o mountain bike cross country e deu o primeiro ouro ao ciclismo colombiano no Pan 2011.