24 de novembro de 2011

Caso Contador: última etapa...


Por Fernando Bittencourt

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) divulgou nesta quarta-feira (23) um breve comunicado oficial, afirmando que às 9h30min (horário de Brasília) desta quinta-feira, encerrará o julgamento de Alberto Contador (Saxo Bank), acusado de ter consumido clembuterol durante o Tour de France 2010, após ter sido encontrada uma pequena quantidade da substância em uma amostra de sangue retirada do ciclista.

Alberto Contador terá que esperar até janeiro

 Todos os argumentos da Agência Mundial Antidoping (AMA) e da União Ciclística Internacional (UCI) contra Contador e a Federação Espanhola de Ciclismo serão considerados pelo Tribunal até o horário definido, no entanto, o resultado do processo provavelmente não sairá até o final de 2011.

“Um caso como este, com o grau de complexidade que envolve, necessitará, no mínimo, de seis a oito semanas para que consigamos analisar todos os argumentos com calma e chegarmos a uma conclusão plausível”, alertou Matthieu Reeb, secretário geral do TAS.

Contador, que planeja iniciar sua próxima temporada participando da Volta de San Luis, entre os dias 23 e 29 de janeiro, poderá contar com a possibilidade de disputá-la sem ter conhecimento sobre a decisão do TAS.

Estão apostando em Fabian Cancellara!


adaptado por Paulo Octávio Tassinari Caixeta

Assim que a fusão da RadioShack e Leopard-Trek foi anunciada, os especialistas já trataram Andy e Frank Schleck como francos favoritos ao Tour de France. Além de uma fortíssima equipe, os luxemburgueses serão comandados por Johan Bruyneel (esse é foda), diretor-esportivo que comandou Lance Armstrong em seus sete títulos e Alberto Contador até o seu bicampeonato.
Johan Bruyneel

Mas o anúncio do percurso do Tour de 2012 esfriou estes comentários. Diferente dos anos anteriores, quando a organização da grande volta francesa privilegiou os escaladores, desta vez ela dá uma grande força para os contrarrelogistas, com duas etapas para estes especialistas, além do prólogo da competição.

Como o contrarrelógio não é o forte dos irmãos Schleck – aliás, foi nesta etapa que Andy perdeu a camisa amarela do Tour deste ano para Cadel Evans (BMC) e, pela terceira vez seguida, foi vice-campeão –, a nova RadioShack ficaria longe da disputa pelo título.

Mas eis que outro líder pode surgir dentro desta equipe. Kim Andersen, um dos diretores da Leopard-Trek, sugere que Fabian Cancellara assuma o posto. Para o dirigente, o suíço faria a diferença nos contrarrelógios e se defenderia nas subidas, como fez bem na montanhosa Volta da Suíça em 2009.



“(O percurso) ainda terá muitas montanhas, mas essa (opção de colocar Cancellara como líder) pode ser uma grande ideia”, declarou Andersen.

Para Cancellara alcançar o status de concorrente ao Tour de France, ele terá de seguir os passos de Bradley Wiggins (Sky). O britânico sempre foi um ciclista com habilidades notáveis na pista, conquistados medalhas olímpicas e no campeonato mundial, além de possuir um bom contrarrelógio. De 2009 para cá, Wiggins começou a perder peso para poder escalar melhor.
Três dos membros da nova equipe Radioshack-Nissan-Trek


Desde então, foi quarto no Tour de 2009 e terceiro lugar na Vuelta a España deste ano. O ciclista não perdeu suas características na crono, conquistando a medalha de prata no Mundial de Estrada, realizado em Copenhague, em setembro passado.
Andy and Fabian


Quem acha que Cancellara pode seguir esse caminho é um velho conhecido do suíço, seu ex-diretor da Saxo Bank, Bjarne Riis. “O Fabian precisa perder uns sete a oito quilos. Pode acontecer dele perder potência, mas é possível (ele brigar pelo Tour de France)”, disse o dinamarquês.

Cancellara, que nunca escondeu o desejo de vencer o Tour de France, tem 1m86cm de altura e disputa as clássicas com cerca de 82 kg. A modo de comparação, Andy Schleck tem a mesma altura, mas atinge seu ápice no Tour de France com 68 kg.


O mais acessível, o menos orgulhoso.



     A Associação Internacional de Jornalistas de Ciclismo premiou o norueguês Thor Hushovd com o título AIJC, que o aponta como o ciclista da elite mais acessível.
     O critério adotado para premiar o atleta foi a facilidade encontrada pela mídia para entrar em contato com o atleta nesta temporada. Após vencer o Campeonato Mundial de Estrada em 2010 e ter contado com uma agenda cheia neste ano, Hushovd sempre se mostrou um ciclista profissional e receptivo para com os jornalistas.
     Além do Mundial, outras conquistas importantes para a carreira do atleta foram duas etapas no Tour de France, que lhe renderam a camisa amarela durante alguns estágios e diversas entrevistas até o final da grande prova francesa.
     A votação teve Thomas Voeckler (Europcar) na 2ª colocação. O francês também chegou a vestir a camisa amarela durante um bom tempo de prova, além do quarto lugar na classificação geral do Tour.
     Os irmãos Frank Schleck e Andy Schleck, além de Mark Cavendish, Tom Boonen, Alberto Contador e Bradley Wiggins também foram nomeados para a votação, vencida por Fabian Cancellara, Philippe Gilbert e Paolo Bettini nos últimos anos, apesar de alguns meios de comunicação terem divulgado recentemente que o agente de Gilbert começou a cobrar uma taxa para dar entrevistas.
     Hushovd e Gilbert foram contratados pela BMC e integrarão a esquadra a partir de janeiro de 2012. A dupla se juntará a Cadel Evans, campeão do Tour de France 2011, e trabalhará para que o australiano conquiste o bicampeonato na França


Thor em sua bike


Thomas Voeckler



Thor Hushovd

17 de novembro de 2011

Ex-ciclista Floyd Landis é condenado a um ano de prisão...

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/ex-ciclista-floyd-landis-e-condenado-a-um-ano-de-prisa

Floyd Landis, ex-ciclista dos Estados Unidos, foi condenado nesta sexta-feira a um ano de prisão com direito a sursis, isto é, sem a necessidade de que seja cumprida na cadeia. Ele foi considerado culpado por um caso de espionagem informática contra a Agência Francesa de Luta contra o Doping (AFLD), em 2006.
O norte-americano havia sido campeão da edição daquele ano da tradicional Volta da França, mas teve seu resultado anulado em função do doping. O título ficou com o espanhol Óscar Pereiro. Como já era esperado, o Landis não compareceu ao julgamento, que começou no dia 17 do mês passado.
Na ocasião, o ciclista recorreu a um hacker para que este invadisse o sistema de computadores da entidade e anulasse o resultado do laboratório da AFLD, que então se chamava Châtenay-Malabry. Ele utilizou os dados posteriormente para manipular os juízes quando testou positivo para testosterona.
Além dele, o treinador Amie Baker, que trabalhava com Landis na época, também foi condenado. A sentença, entretanto, não atingiu os 18 meses que a promotoria responsável pela acusação desejava.
"Dançou, heim, seu vagabundo!"