4 de janeiro de 2012

3 de janeiro de 2012

Brasileiros são acusados de doping e são suspensos...

Por Daniel Balsa

O ano de 2012 não começou com boas notícias para o ciclismo nacional. A União Ciclística Internacional (UCI) anunciou nesta terça-feira (3) a suspensão preventiva de quatro ciclistas brasileiros após serem flagrados em exames antidoping durante a Volta de São Paulo e o Tour do Rio do ano passado.

Tiago Damasceno, Flavio Reblin e Wagner Alves testaram positivo para estanozolol, esteroide derivado da testosterona, durante as duas competições nacionais. O curioso é que a substância foi a mesma utilizada pelo velocista Ben Johnson durante os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Ou seja, há 24 anos.

O outro brasileiro flagrado foi Elton Silva. O exame do ciclista acusou a presença de dois tipos de anfetaminas – mefentermina e fentermina.

Todos os competidores ainda tem direito a pedir uma contraprova e a recorrer da decisão. Enquanto isso ficarão suspensos até o resultado da contraprova e um possível julgamento por conta dos resultados positivos.

14 de dezembro de 2011

Treine em subidas para escalar melhor...



Adaptado por Paulo Octávio Tassinari Caixeta



Um desafio e tanto para os ciclistas são as escaladas. Após pedalar por quilômetros durante uma prova, uma subida forte é o que muitos não gostariam de ter pela frente. Para superar desafios como este, um equipamento mais leve, muita força e técnica são essenciais, além de um cronograma de treinos mais específicos para as escaladas.

Ricardo Hirsch, técnico da Personal Life, acredita no treino específico para subidas. “Muita gente pensa que só se trabalha força na escalada, mas a técnica também é necessária. Por isso, aumento o número de subidas durante os treinamentos. Recomendamos aos ciclistas trabalhar de diversas maneiras estas escaladas, para que se descubra qual a melhor forma de pedalar nestas situações, podendo testar se a pedalada deve ser mais forte, mais rápida, se o câmbio deve estar de tal forma, aprender mais sobre as marchas e, até mesmo, ver uma postura para dar uma descansada durante a prova”, disse.

Kim Cordeiro, diretor da BKSports, recomenda “um ou dois” treinamentos específicos em subidas quando este tipo de prova se aproxima. “O tipo do treino varia conforme a prova, mas é bom realizar atividades como esta durante uma ou duas vezes na semana, sendo uma voltada para uma escalada curta e outra com uma subida longa”, contou.

“O quanto você deve escalar durante o treino também varia de acordo com a competição. Se for enfrentar uma montanha como a Serra de Campos seria bom pedalar uns três quilômetros em subida nos treinamentos”, prosseguiu Kim.

Pouco peso é essencial
O treinador aponta para o peso como “facilitador” nos momentos de escalada. Quanto menos carga você portar, mais fácil torna-se sua subida. “O peso influencia muito. O equipamento tem de ser o mais leve mais leve possível. Não só a bicicleta, mas o até os detalhes, como a água, também contam. Quem está acima do peso e quer fazer uma boa escalada é importante emagrecer”, declarou.

“Não é necessário reduzir o peso do conjunto durante o treinamento, já que você está praticando e, na hora da competição, você está preparado para uma situação até mais desfavorável”, completou Kim.



Treinar em trajetos que simulam a prova é um ponto primordial em sua preparação. Melhor ainda se você puder pedalar no próprio percurso da competição, conhecendo o traçado e os percalços que devem ser enfrentados. Caso não tiver jeito de fazer um treino presencial, utilize o Google Earth, que além de dar a distância exata do percurso, também identifica o relevo!

Percursos novos durante o treinamento também são importantes na visão de Ricardo Hirsch. “Isso faz com que o ciclista conheça novas subidas e não ‘vicie’ no mesmo trajeto”, disse.

Complemento
Ambos treinadores falam que quem deseja melhorar seu desempenho nas subidas, devem fazer um trabalho planejado de musculação. “A musculação é fundamental. Em subidas, você tem de forçar o tempo todo. No plano, é possível controlar isso, mas você não tem outra opção durante a escalada”, afirmou Kim.

“O planejamento não precisa ser necessariamente voltado para a força, mas mais para a manutenção. Pedalar já faz força e a musculação seria para acrescentar em seu desempenho. Um ciclista profissional, por exemplo, faz musculação durante o ano como manutenção, pois o treinamento para força é realizado na pré-temporada”, encerrou Hirsch. 

UCI muda sistema de pontuação em competições



Por Tadeu Matsunaga

O novo sistema de pontuação implementado pela UCI (União Ciclística Internacional) para seleção das principais equipes do pelotão WorlTour tem gerado um certo desconforto, principalmente para os ciclistas intitulados como gregários.

Acostumados a um trabalho árduo em prol da esquadra, e buscando muito mais os interesses do plantel do que benefício próprio, o fato de priorizar os pontos individuais dos ciclistas podem restringir a função dos gregários.

Com o foco em países de segundo e terceiro escalão, as esquadras de ponta optaram por investir em ciclistas de menor visibilidade, o motivo é simples. A nova escala de pontos proposta pela entidade. Em contrapartida, muitos desses atletas irão priorizar a pontuação para si próprio e deixará de pensar nos pontos úteis a equipe ou auxiliar no trabalho para um líder em uma grande volta.            _______________________________________________________________________


Opinião da redação
Um gregário é aquele ciclista que trabalha, a mando do diretor,  em prol de um ciclista com maiores chances de se tornar campeão de uma competição ou do capitão da equipe. Com a instituição desse novo sistema de pontuação adotado pela UCI, os gregários, querendo ou não, terão que pensar mais em si para continuar obtendo pontuações que lhes dão mais prestígio e reputação ao longo de suas carreiras.
De forma geral, a competição tende a ficar mais individualista, ou seja, o trabalho em equipe não será voltado para beneficiar um só, mas todos que estão envolvidos.