11 de março de 2012

Bélgica e França incentivam o uso da bicicleta como meio de tranporte ao trabalho.

Adaptado por Paulo Octávio Tassinari Caxeta (redação)

Muitas pessoas e até líderes políticos acham que as bicicletas são a solução para se evitar os congestionamentos nas grandes metrópoles. Mas como incentivar o cidadão a deixar o carro em casa? Simples: Pagando-lhes! Empresas belgas pagam 0,21 centavos de euro por quilômetro aos seus funcionários para eles deixarem o carro na garagem e usar a "magrela".
As empresas que aderirem ao sistema receberão isenção fiscal do governo. A ideia foi copiada pelo governo da França e custará 20 milhões de euros ao estado francês. Na terra de Asterix, cerca de 2 milhões de pessoas usam bicicleta para trabalhar (já é uma quantidade considerável). Com o plano, a França poderá economizar até 5,6 bilhões de euros. Sem contar os benefícios à saúde da população.

3 de março de 2012

Alguns almejam qualidade, Campagnolo é um destes...


Em recente evento na Sicília, com charme e estilo italiano, a Campagnolo apresentou suas mais recentes armas para o disputado mercado de grupos eletrônicos, lançando o sistema EPS (Eletronic Power Shift) nas versões Record e Super Record.

A japonesa Shimano, quando anunciou seu Di2 no passado, ditou um patamar de excelência devido à precisão do seu grupo, que deve ser definido simplesmente com o adjetivo de “perfeito”.

Mas para entender em que tipo de posicionamento se encontra a italiana Campagnolo, devemos voltar para os anos 70, quando o futuro da empresa foi definido pelas mãos do seu fundador Tullio Campagnolo. Como exemplo, certa vez ele foi convidado pelo consultor americano Jay Townley, que trabalhava para a Schwinn, para produzir componentes focados no mercado de massas. Tullio pegou alguns dos protótipos nas mãos, franziu a testa e disse: “Feio, muito, muito feio!”, e nunca produziu nada com este foco.

Talvez ele não tenha imaginado, mas exatamente naquele momento el
e definia a base de uma das marcas mais adoradas e com capacidade de fidelização do mercado de ciclismo. Ao mostrar que a Campagnolo nunca quis o mercado popular, gerou essa “aura” sobre ela. A recusa em comprometer a qualidade e a beleza mudou a Campagnolo de uma simples empresa em busca de lucro para uma causa, que alguns chamam até de culto ao antigo símbolo do velho mundo artesanal, formado em bases sólidas de conhecimento, sempre sobre as asas da família na cidade de Vicenza, ao norte da Itália, em uma fábrica formada por artesãos.

Hoje a diferença entre as antigas competidoras não apresenta mais os níveis equivalentes do passado: a Shimano faturou US$ 2,1 bilhões no ano passado e a Campagnolo, US$ 150 milhões, algo similar como Toyota versus Ferrari. Quando analisamos os títulos no circuito profissional de ciclismo europeu, a similaridade com a supremacia dos pequenos Davis contra os gigantes Golias também busca equiparação no mundo dos automóveis ou da F-1 (vide o número de vitórias da Ferrari contra outras marcas), entre os anos de 1968 e 1998, ou seja, em 30 anos a Campagnolo ganhou 27 Tour de France e 26 Giro d’Italia com nomes como Eddy Merckx, Bernard Hinault, Miguel Indurain e Marco Pantani, sem citar os óbvios Gino Bartali e Fausto Coppi, décadas antes.

Claramente ela não mostra interesse em repassar sua tecnologia para parceiros orientais, devido ao problema exemplificado por Valentino Campagnolo (filho de Tullio e atual CEO) e vivido pela Schwinn com uma então desconhecida fábrica de bicicletas chinesa chamada Manufacturing Giant. Na época, a Schwinn, líder mundial na produção de bicicletas, fechou suas fábricas nos EUA e mudou sua produção para um “parceiro” fabril em terras chinesas. A continuação dessa história todo mundo conhece, a Schwinn nunca mais foi líder de mercado, entrando em colapso financeiro, e a primária Giant absorveu conhecimento e tornou-se o que é hoje.

Valentino também é claro ao afirmar que pesquisa e desenvolvimento não podem ficar longe do chão da fábrica e do dia a dia da produção. Não dá para ter as duas coisas em uma sala na Itália e sua produção distante alguns milhares de quilômetros. Mas isso influencia diretamente seu preço e é aí que temos o dilema, parafraseando muitos: “A questão é saber: o mundo está disposto a pagar por isso?”. Acho que Ferrari, Maserati, Lamborghini, Ducati, MV Agusta, Moto Guzzi, Ferragamo, Zegna, Gucci e outras marcas que conservam o “Made in Italy” vão nos ajudar também a encontrar essa resposta.

21 de fevereiro de 2012

Resultado final do Tour Of Oman 2012

extraído de http://prologo.uol.com.br/ e adaptado pela redação

Peter Velits (Omega Pharma-Quick Step) conquistou o Tour de Omã 2012 e reforçou ainda mais o brilhante início de ano da equipe belga, que já havia se destacado com Levi Leipheimer e Tom Boonen. 

O ciclista eslovaco terminou a 5ª etapa da competição – 158 km entre Royal Opera House, Muscat- Jabal Al Akhdhar (Green Mountain) – na segunda posição, mas o resultado foi o suficiente para assegurar a camisa de líder a Velits. Em Al Akhdar, Velits e Vincenzo Nibali (Liquigás) destoaram na subida final da etapa-rainha e completaram a prova em 4h43min47s – 25 segundos à frente de Sandy Casar (FDJ – BigMat).

Ainda assim, a diferença mínima de Velits para Nibali ( o eslovaco tinha apenas um segundo de vantagem para o italiano) gerou um grande estresse na 6ª e última etapa da competição, que foi vencida pelo jovem Marcel Kittel (1t4i).

No sprint intermediário, onde os três primeiros colocados bonificavam, um ciclista da Liquigas conseguiu a pontuação. Num primeiro momento, a organização da prova havia registrado que Nibali seria o atleta, mas após rever o vídeo chegaram a conclusão que foi Peter Sagan quem assegurou os pontos.

"Nós não sabíamos o que estava acontecendo, porque estávamos na certeza de que ele não tinha pegado o bônus", afirmou um aliviado Velits. "Depois de um tempo o comissário viu as imagens e era bastante claro que ele não conseguiu, mas fique bastante tenso e estressado para ser honesto”, emendou o campeão do Tour de Omã.

Kittel deixa Omã confiante 

Marcel Kittel (1t4i) foi o vencedor da 6ª etapa e assegurou seu segundo triunfo dentro da competição. Uma boa maneira para o alemão enterrar ainda mais seu suposto envolvimento com doping, que ganhou repercussão algumas semanas atrás. O resultado traz segurança para Kittel e para a equipe, que tem no jovem e promissor sprinter seu principal nome em 2012.

No sprin final, Kittel superou Peter Sagan e Tyler Farrar (Garmin-Barracuda), segundo e terceiro respectivamente. “Começo de ano nunca é fácil. Todos estão tentando fazer o seu melhor, mas ainda há coisas para melhorar – inclusive no trem do time. Conseguimos encontrar um caminho. Hoje sabemos que temos condições de lutar contra outros grandes velocistas”, festejou o alemão.

Classificação da etapa 

1º KITTEL Marcel
Project 1t4i /3:11:04 

2º SAGAN Peter
Liquigas - Cannondale/ m.t. 

3º FARRAR Tyler
Garmin - Barracuda/ m.t. 

4º GALIMZYANOV Denis
Katusha Team/ m.t. 

5º BOUHANNI Nacer
FDJ - Big Mat/ m.t. 

6º OSS Daniel
Liquigas - Cannondale/ m.t. 

7º KRISTOFF Alexander
Katusha Team/ m.t. 

8º BOONEN Tom
Omega Pharma - Quick Step/ m.t. 

9º GUARDINI Andrea
Farnese Vini/ m.t. 

10º GUSEV Vladimir
Katusha Team/ m.t.



Classificação Geral






Fotos