12 de abril de 2012

Tom Boonen é o campeão da Paris-Roubaix 2012!


Sem a presença de Fabian Cancellara, a Paris-Roubaix foi palco de uma aula de Tom Boonen (Omega Pharma-QuickStep), que venceu a competição pela quarta vez em sua carreira e fez história. Com o triunfo, Boonen igualou a marca de Roger De Vlaeminck e tornou-se o mais vitorioso ciclistas no “Inferno do Norte”. Vemos mais uma vez o quanto a equipe de Tom está conquistando títulos este ano de 2012...

Boonen já era cotado como favorito, principalmente após sua vitória no Tour de Flandres, e fez prevaleceu o status com pouco mais de 50 km para o final. Com a Omega Pharma controlando as ações no pelotão, o ciclista belga – auxiliado sobretudo por Steegmans, Terpstra e Chavanel, que neutralizaram as tentativas de ataque de Flecha e Ballan – protagonizou uma das vitórias mais marcantes de sua carreira.

Mostrando maturidade, Tom Boonen executou uma tática perfeita e bateu um a um seus principais rivais em Orchies. Primeiro foi Thor Hushovd, depois Pozzato. Num grupo de perseguição, Flecha, Ballan e Boom lutavam para reduzir a vantagem do belga, sem êxito. A vantagem aumentava, assim como a certeza de mais um sucesso nesta primeira parte da temporada.

Escudeiro de Boonen, Terpstra seguia junto com o segundo grupo, que nesta altura – além de Ballan, Flecha e Boom, tinha a surpreendente presença de Sebastien Turgot, que havia lançado um ataque no Trouée d’Arenberg na busca pelos perseguidores.

Sem nenhum rival a altura, coube a Tom Boonen entrar no velódromo e celebrar um dos momentos mais épicos da sua vitoriosa carreira, sendo exaltado pelo público em Roubaix. Já Turgot, no sprint final, arrematou a segunda posição, com nada mais nada menos que 01min39s de atraso em relação ao tetracampeão. Ballan e Flecha foram segundo e terceiro, respectivamente, e Tersptra fechou o top 5.

Classificação

1             Tom Boonen (Bel) Omega Pharma-Quickstep       5:55:22
2             Sébastien Turgot (Fra) Team Europcar     0:01:39
3             Alessandro Ballan (Ita) BMC Racing Team             
4             Juan Antonio Flecha Giannoni (Esp) Sky Procycling            
5             Niki Terpstra (Hol) Omega Pharma-Quickstep      
6             Lars Boom (Hol) Rabobank Cycling Team               0:01:43
7             Matteo Tosatto (Ita) Team Saxo Bank     0:03:31
8             Mathew Hayman (Aus) Sky Procycling     
9             Johan Vansummeren (Bel) Garmin - Barracuda    
10          Maarten Wynants (Bel) Rabobank Cycling Team



28 de março de 2012

O conceito de potência relativa...



O que é mais importante, ser mais forte ou mais leve?

Para responder a essa pergunta vou contar um pouco da minha experiência na avaliação e preparação física. Diariamente me questionam da importância das medidas na avaliação física, quais são os testes, para que servem e certa vez quando explicava isso para um atleta, ele me disse:
“Eu não preciso saber esse negócio de percentual de gordura, quero saber só meu VO2 máximo, gordura não interfere em nada no rendimento”, e foi então que resolvi esclarecer esse aspecto para vocês.
O peso do conjunto atleta + bicicleta é o que define quem terá mais vantagem na hora de competir, e eu repondo o porquê. Quando fazemos um teste de potência anaeróbica, medimos a potência absoluta “Watts” – e a potência relativa em “Watts/kg”. Feito isso, devemos dar atenção à potência relativa, pois é ela que vai definir o rendimento do atleta na prova.
Para que vocês entendam isso vamos usar uma comparação bem simples: um carro e uma motocicleta, ambos movidos a gasolina e que desenvolvem uma potência máxima próxima de 180 cavalos.
Neste caso os dois têm a mesma potência máxima de 180 cv (ABNT), mas a moto tem um desempenho muito maior que o carro, porque a potência relativa da moto é muito maior que a do carro? Vejam:
Se o carro, no caso um VW Golf GTI, que pesa 1.330 kg e tem uma potência máxima de 180 cavalos:
1.330 kg ÷ 180 cv = 7,4 kg/cv
Nesse caso, cada cavalo de potência do motor do Golf GTI vai impulsionar 7,4 quilogramas de peso do automóvel.
Ao passo que uma motocicleta de mil cilindradas – no caso uma imponente Honda CBR 1000 RR Fireblade – que pesa cerca de 180 kg e desenvolve uma potência máxima de 171,3 cavalos:
180 kg cv ÷ 173 cv = 1.04 kg/cv
Ou seja, cada cavalo do motor da motocicleta vai ter que impulsionar pouco mais de 1 kg.
Não é em vão que a Fireblade chega fácil próximo aos 300 km/h e acelera de 0-100 km/h em três segundos. Já o Golf GTI acelera de 0-100 km/h em 8 segundos e tem uma velocidade máxima estimada de pouco mais de 200 km/h.
A relação peso-potência da motocicleta é muito superior a do automóvel, mais de sete vezes para ser preciso. Essa é a grande diferença que determina quem é o mais veloz.
No ciclismo acontece exatamente a mesma coisa.
Se eu tenho dois atletas com mil Watts de potência cada um, mas um deles pesa 60 kg e o outro pesa 80 kg, é óbvio que o ciclista de 60 kg terá um rendimento melhor, pois eles terão uma potência relativa de 16,66 W/kg e 12,5 W/kg, respectivamente.
Na prática isso é o que separa um competidor PRO de um SPORT. Então eu pergunto: o peso do atleta é importante? Claro! É por isso que antes de disputar quem tem a bike mais leve, o competidor deve ficar esperto, pois o peso corporal pode ser o fator determinante para o rendimento.

23 de março de 2012

Eddy Merckx competiu muito tempo sem saber que tinha um problema grave!


Extraído de http://pedaldofrango.blogspot.com.br e adaptado por Paulo Octávio 

O belga Eddy Merckx, considerado um dos melhores ciclistas da história, sofria de um problema cardíaco que o impedia de competir, segundo uma biografia publicada nesta quinta passada (23/03)
 "Rolou durante toda a sua carreira com uma espada de Dâmocles sobre a cabeça", assegurou o cardiologista italiano Giancarlo Lavezzaro, que o examinou no Giro de Itália em 1968, a sua primeira grande vitória internacional.
 Estas revelações foram relatadas por Daniel Friebe, autor de Eddy Merckx, o Canibal, e transcritas esta quarta-feira pelo diário belga De Morgen.
 O médico falou sobre o "resultado alarmante" quando, ao fazer-lhe um eletrocardiograma, verificou que Merckx tinha uma "cardiomiopatia hipertrófica não obstrutiva".
 "Não houve sintomas, mas havia um risco real de morte súbita", contou, revelando que transmitiu essas conclusões ao médico pessoal do ciclista, que não as entendeu preocupantes e não as revelou a Eddy Mercks.
 Segundo Lavezzaro, o belga, vencedor cinco vezes do Tour de França, não teria sido autorizado a correr se fosse sujeito aos testes atuais.
 "Com um diagnóstico tal, ninguém conseguiria a licença hoje em dia", assegura o cardiologista.
  Questionado pelo De Morgen, Eddy Merckx manifestou-se "surpreso" pelas conclusões da biografia: "Sempre soube que tenho um coração especial, que é particularmente grande. Também sei que havia muitos problemas de coração na família do meu pai, pois ele e seus irmãos morreram jovens".
 "Por esse motivo, fiz exames todos os anos da minha carreira. Tomei medicamentos, mas nunca tive qualquer problema", concluiu o antigo atleta, agora com 66 anos.
 Mercx, agora com 66 anos, triunfou em cinco edições do Tour (1969, 1970, 1971, 1972 e 1974), assim como do Giro (1968, 1970, 1972, 1973 e 1974). Na Vuelta, o belga apenas venceu em 1973.

20 de março de 2012

Dicas valiosas para quem ainda terá o primeiro "Longo"

extraído e adaptado de www.prologo.uol.com.br

O segredo da performance em uma prova longa está em saber administrar o corpo por um longo período. Hoje em dia, cresce cada vez mais o interesse do atleta amador pelas provas de longa duração, motivados pelo desafio pessoal de completar uma grande distância. 

Constantemente as assessorias esportivas são procuradas por muitos atletas que buscam uma orientação para vencer esse desafio.

É comum o atleta questionar o treinador sobre quando fará seus treinos longos. No caso do Ironman, quando vai pedalar seus 180 km ou correr 30 km. Observo que esse anseio paira na cabeça da maioria dos atletas, principalmente daqueles que estão debutando em provas longas. Canso de ver atletas que acabam se machucando ou apresentando quadros de overtraining por errar o momento de realizar esses treinos mais longos. 

Essa ansiedade é comum, mas temos que acreditar na programação – e não adianta pular etapas, como também não faz sentindo realizar treinos específicos em um momento errado.

No caso do Ironman Brasil, que acontece todo final de mês de maio, muitos viram o ano com muita vontade de treinar. Vejo muitos atletas fazendo treinos longos em um momento errado e, como consequência disso, observo muitos triatletas chegando na prova lentos e cansados pelo excesso de volume colocado em um momento errado.

O maior erro é pensar que, por participar de uma prova longa, o triatleta não precisa se preocupar com a intensidade dos treinos − e somente em cumprir o volume. Por conta disso, observo muitos atletas que abrem mão dos treinos intervalados (tiros) e só se preocupam com os de rodagem. Ficamos mais resistentes, mas invariavelmente nos tornamos mais lentos.

No treinamento moderno, não se discute a eficiência do treinamento intervalado em todas as fases de uma periodização. E vamos além, antes de ficarmos resistentes, temos que ficar velozes. A ideia de colocar o treinamento intervalado em todas as modalidades do endurance faz com que trabalhemos mais valências físicas, entre as quais capacidade de assimilação de oxigênio, tolerância ao acido lático, entre outros. O resultado é mais conforto para fazer o longo ou a prova em uma maior velocidade.

Sei que muitos não estão preocupados com a performance, e sim em completar a prova. Mesmo para esses que optam por fazer uma prova longa, porque sabem que a intensidade é baixa e o sofrimento será muito menor, vale, sim, contemplar em sua periodização os treinos intervalados, conhecido por muitos como “tiros”: o conforto no dia da prova será muito maior.

Em uma prova longa, também temos de estar adaptados a variar de intensidade, pois é normal em uma disputa: subidas, saídas de curva, ultrapassagens etc. Dessa forma, se só trabalhamos em uma determinada intensidade, na prova, quando temos a necessidade de aumentar o ritmo, não conseguimos − ou acaba sendo algo muito custoso pela falta de adaptação.

Saber administrar seu corpo frente às situações que possam surgir, e não necessariamente foram planejadas, é essencial para um bom desempenho em uma prova longa. Um conselho ao leitor que pratica ou pretende se desafiar em uma prova longa: procure sempre a orientação de um treinador, de preferência com conhecimento em fisiologia e treinamento esportivo moderno e, o mais importante, confie no trabalho dele. Assim, a chance de obter sucesso na prova será muito maior.